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O fenômeno El Niño tomou conta dos noticiários principalmente ao longo de 2015, isso porque, segundo especialistas, ele foi considerado como o mais intenso dos últimos 19 anos. Basicamente, o El Niño é caracterizado pelo aquecimento acima da média das águas do oceano Pacífico Equatorial, isso ocorre em consequência da interação do oceano com a atmosfera. Devido às águas quentes, os padrões normais de pressão da circulação geral da atmosfera e de vento sofrem alterações, fazendo com que haja alterações nas chuvas e temperaturas em diversas regiões do planeta.

 

Para ser considerado El Niño é necessário que a temperatura da água se mantenha, no mínimo, 0,5°C acima da média normal durante pelo menos três trimestres subsequentes móveis. A duração de um episódio desse fenômeno costumeiramente leva, em média, de nove meses a um ano.

 

Em virtude do excesso de chuva ou da seca prolongada, a agricultura e o mercado agrícola são afetados diretamente. Isso quer dizer que, dependendo da época do ano em que o El Niño atingir o seu auge, ele consegue tanto influenciar positivamente quanto negativamente a produção agrícola.  A situação pode ser positiva para algumas culturas se, por exemplo, em um período de semeadura, florescimento e enchimento dos grãos houver um período mais chuvoso. No entanto, se o período for de colheita o efeito é oposto, provocando redução da qualidade dos grãos e elevação da ocorrência de doenças.

 

No Brasil é possível observar duas situações marcantes ocasionadas pelo El Niño: redução da chuva na região nordeste e aumento da chuva na região sul. Foi o que ocorreu em 2015: o nordeste sentiu a seca rigorosa e o sul sofreu com as chuvas incessantes. Com isso ocorreram perdas em diversas plantações no país, fazendo com que os preços de alguns produtos sofressem elevação, o que deixou os agricultores em alerta para as próximas safras.

 

As demais regiões do país também sofrem efeitos do fenômeno, mas isso costuma variar entre o aumento do período de seca ou de muita chuva, não é tão característico quanto no sul e nordeste. Especificamente no sul do Brasil, o El Niño costuma ser positivo para as culturas de verão, entre elas o feijão, a soja e o milho, mas pode prejudicar as culturas de inverno, como aveia, trigo, canola e cevada.

 

Estar atento sobre os fenômenos climáticos é essencial para quem lida diretamente com a agricultura. Com isso é possível antever situações que possam prejudicar ou intensificar a produção, visando reduzir perdas e maximizar ganhos.