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Nosso planeta atingiu níveis tão extremos de exploração dos recursos naturais que estamos cada vez mais diante de catástrofes ambientais. O conceito de sustentabilidade abrange a questão da consciência planetária, ou seja, ela busca mostrar ao ser humano, altamente consumidor, que ele não está separado do meio ambiente, ele está inserido nele e depende dele para sobreviver; portanto, deve preservá-lo. Em alguns países, o desgaste ambiental é tão presente que obriga empresas a aderirem à chamada sustentabilidade empresarial.

 

A sustentabilidade empresarial é o que, em tese, garante a produção em massa sem afetar, ou afetando o mínimo possível, o nosso planeta. Não se pode dizer, entretanto, que seja uma prática atualmente presente em muitas empresas. A preocupação com o lucro da produção, na nossa cultura, é muito maior do que a consciência planetária. Para alterar esse pensamento, podemos contar com as campanhas de conscientização dos grupos de ativistas e simpatizantes, pois dessa forma os empresários se sentem pressionados por esses grupos cada vez maiores, que reúnem consumidores dispostos a boicotar aquelas marcas que não demonstrarem preocupação com o meio ambiente.  Como a consciência absoluta ainda não foi alcançada, a BOVESPA responsabilizou-se pela criação de um medidor de sustentabilidade empresarial das empresas que possuem papéis na Bolsa de Valores, chamado de Índice de Sustentabilidade Empresarial. São trinta e duas as empresas que já apostaram no índice e, segundo seu regulamento, responderam a cento e cinquenta questões sobre responsabilidade social e desenvolvimento sustentável.

 

Outro ponto crucial para as empresas que se submetem à conscientização de seus meios de produção é o triple bottom line, ou “tripé da sustentabilidade”, desenvolvido pelo co-fundador da organização SustainAbility, John Elkington, em 1991. O nome surgiu a partir dos três termos em inglês “people”, “planet” e “profit” (pessoas, planeta e lucro). “People” refere-se ao capital humano de uma empresa e como ele é tratado nela; “planet” faz referência aos recursos naturais de uma empresa, como ela os utiliza e como repõe aquilo que retira da natureza. Já o profit, o lucro, trata-se do retorno financeiro da empresa. Por enquanto, o triple bottom line e a atitude do BOVESPA ainda são medidas voluntárias para as empresas, ou seja, elas não são obrigadas a adotar os relatórios e as supervisões.

 

Empresas sustentáveis estão cada vez mais bem cotadas no mercado de hoje. Aquelas que ainda não se adaptaram à nova realidade precisam se apressar, pois na era do conhecimento instântaneo trazida pela internet e as redes sociais, aqueles atores empresariais que insistirem em degradar os recursos naturais desenfreadamente sem pensar nas consequências, podem vir a sentir o efeito da fuga dos consumidores em seus lucros.